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Neste ano de 2020 a pandemia mostrou-nos claramente a distribuição desigual do risco e da proteção, os modos como as vulnerabilidades se traduzem rapidamente em desigualdades, em risco acrescido de sofrer quer pela doença quer pela crise. A clara violência que esta desigualdade implica fez-se ainda mais presente este ano, de múltiplas formas, e por isso escolhemos refletir sobre o racismo estrutural e sobre as múltiplas discriminações que continuam a marcar quotidianamente a vida de muitas pessoas negras, ciganas, imigrantes ou refugiadas. Na MICAR, haverá lugar para se debater a questão das fronteiras, da violência policial, da exclusão social e educacional. No entanto, é claro para nós que este é um debate que queremos participado, alimentado e continuado. Também para isso nasce esta publicação.