Nos seus 30 anos, SOS Racismo ocupa Padrão das Descobertas

No dia 10 de dezembro de 2020, o SOS Racismo celebrou 30 anos de luta contra o racismo e por uma sociedade igualitária. Era previsto que as celebrações deste trigésimo aniversário fossem marcadas por várias iniciativas públicas e editoriais em 2020. Mas, tendo em conta as limitações impostas pelas circunstâncias da pandemia, as celebrações dos 30 anos tiveram que se estender por mais tempo.

Assim, produzimos, entre muitas outras coisas, um documentário que celebra a partilha da nossa caminhada no combate contra o racismo com um conjunto vasto e diverso de organizações e intervenientes da luta social e política pela igualdade. O documentário que se intitula, “30 anos, olhares sobre o racismo” condensa os contributos de várias figuras da mobilização social e política para esta causa e reflete a interseccionalidade, a diversidade e a transversalidade das várias frentes do combate contra o racismo no nosso país. O documentário será lançado no próximo dia 14, pelas 18h no Padrão dos Descobrimentos, um dos símbolos mais visíveis do colonialismo português, no âmbito de uma parceria entre o SOS Racismo e o DocLisboa.

Após o seu lançamento, o documentário ficará disponível online no Youtube, como ferramenta coletiva a ser apropriada e usada como instrumento de debate, mobilização e conscientização militante na luta contra o racismo. O documentário será exibido em várias sessões e cidades do país ao longo deste ano, com debates em torno da problemática do racismo.

Esta exibição, no âmbito da parceria entre o SOS Racismo e o DocLisboa, está inserida numa programação mais extensa que se prolonga até dia 20 de janeiro, com a apresentação de vários filmes que remetem diretamente para uma discussão mais aprofundada da questão racial na sociedade portuguesa.

Na primeira sessão será exibido o documentário “30 anos, olhares sobre o racismo” (14/01), posteriormente serão apresentados os trabalhos “Racismo à Portuguesa” (15/01) de Joana Gorjão Henriques e Frederico Baptista, as curtas metragens “Mikambaru” (16/01) de Vanessa Fernandes e “Treino periférico” (17/01) de Welket Bungué, os filmes “Nôs Terra” (18/01) de Ana Tica e “Canto do ossobó” (19/01) de Silas Tiny e, por fim, o ciclo será encerrado com o clássico trabalho colaborativo “Era uma vez um arrastão” (20/01) de Diana Adringa, Mamadou Ba, Bruno Cabral, Joana Lucas, Jorge Costa e Pedro Rodrigues. Todas as sessões contarão com a participação dos autores e autoras ou atores e atrizes dos filmes.

No debate sobre cinema colonial e cinema anticolonial, que decorrerá na sessão final (20/01), participará a investigadora do Centro de Estudos Sociais, Maria do Carmo Piçarra.

08 de janeiro de 2021