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Notícia do Público:Os filhos de imigrantes dos PALOP gostam de Portugal e querem ter nacionalidade portuguesa, mas quando questionados acerca do seu sentimento de pertença consideram-se mais africanos do que portugueses, revela um estudo ontem apresentado em Lisboa.

“Mais de metade dos jovens inquiridos nasceu em Portugal e tem nacionalidade portuguesa, mas diz sentir-se mais africana do que portuguesa”, disse à agência Lusa Fernando Luís Machado, um dos autores do estudo “Descendentes de Imigrantes Africanos em Portugal – Vínculos Objectivos e Subjectivos de Pertença Nacional”.

Falando à margem do II Congresso Português de Demografia, que decorre na Fundação Calouste Gulbenkian, o docente do ISCTE disse ainda que do milhar de jovens inquiridos para o estudo, todos filhos de imigrantes oriundos dos cinco Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, “a grande maioria gosta de viver em Portugal e não tem vontade de ir viver para os países de origem dos pais”. “Mesmo dos cerca de 20 por cento que gostaria de ir viver para esses países, só metade é que diz que o tenciona fazer”, salienta o documento.

SOS Racismo

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