Vem pertencer à nossa equipa!

Função: Técnico de Intervenção ComunitáriaYouth-1

Enquadramento:

O Catapulta E6G é um projeto de intervenção social no âmbito da 6ª Geração do Programa Escolhas, implementado no Centro Histórico do Porto. Tem como entidade promotora e gestora o Movimento SOS Racismo. Iniciará a sua atividade a 1 de Abril e terminará a 31 de dezembro de 2018.

O SOS Racismo está atualmente a recrutar um técnico com alguma experiência em projetos de intervenção social, para dinamização de atividades e acompanhamento psicossocial de jovens, com entrada imediata em Abril 2016.

Requisitos:

– Capacidade para trabalhar em equipa e com resiliência;

– Capacidade para estabelecer relações confiança e respeito mútuo com jovens e entidades parceiras;

– Capacidade para comunicar eficazmente com os jovens e os elementos significativos das suas redes sociais pessoais;

– Experiência em projetos de intervenção comunitária;

– Experiência de trabalho com jovens e com comunidades imigrantes/descendentes de imigrantes.

– Sentido de responsabilidade, capacidade de organização e pontualidade;

– Facilidade no trabalho em contexto de rua;

– Dinamismo, pro-atividade e criatividade;

– Rever-se na missão da entidade gestora e promotora.

– Capacidade de negociação e mediação de conflitos;

– Conhecimento do território

– Conhecimentos de informática na ótica do utilizador.

 Funções a exercer:

– Colaborar no planeamento, dinamização e avaliação de atividades no âmbito do projeto;

– Fornecer apoio psicossocial e desenvolver atividades promotoras de competências pessoais e sociais dos jovens;

– Desenvolver estratégias para a mobilização dos jovens para atividades de ocupação positiva dos tempos livres;

– Estabelecer relações de confiança e trabalho com os jovens da comunidade local, para desenho e implementação dos seus projetos de vida;

– Ajudar os jovens a identificar as suas necessidades e objetivos, e apoiar o desenvolvimento de um plano de apoio para atingir essas metas;

– Agir como mediador entre jovens e instituições da comunidade e apoiar a criação e desenvolvimento de projetos e ideias comunitárias;

Local de trabalho: Sé, Porto

Condições:

– Contrato a Termo Certo com a duração do projeto;

– 15 Horas semanais;

– Horário: 2ª, 3ª, 5ª e 6ª feira (flexível mas principalmente no período da tarde)

– Remuneração: 315 € (salário base)

– Início de trabalho: 1 de abril 2016

Processo de seleção: para resposta a esta oferta enviar Curriculum Vitae e Carta de motivação por correio eletrónico para catapulta.e6g@sosracismo.pt até ao dia 26 de Fevereiro de 2016, usar no Assunto a referência: #técnico.catapulta2016.

 

Mas afinal que é este membro da equipa fará?

Entre outras coisas, para além das tarefas “chatas” de planeamento e gestão… fazer crescer uma biblioteca comunitária, proporcionar as estratégias necessárias a criação de um Mercado Comunitário, aproximar os jovens das organizações locais (e vice-versa!), agir como mediador para impulsionar atividades no espaço publico envolvendo particularmente a comunidade imigrante, promover jogos e dinâmicas cooperativas que passem por usar o corpo como meio de expressão. E isto é só para começar….

Lei da Imigração em análise no último relatório do Observatório dos Direitos Humanos

O Observatório dos Direitos Humanos (ODH) recebeu uma denúncia do Movimento SOS Racismo a respeito das alterações introduzidas na Lei nº 23/2007, de 4 de Julho, que regula a entrada, permanência e expulsão de estrangeiros, pela Lei nº 29/2012, de 9 de Agosto.   O ODH analisou com detalhe cada uma das normas legais visadas na denúncia, à luz das convenções internacionais e preceitos constitucionais pertinentes, bem como da posição que lhe foi transmitida pelo Ministério da Administração Interna em resposta à mesma, tendo concluído que, em especial, os direitos fundamentais dos imigrantes à tutela jurisdicional efetiva, à liberdade e à proteção da família não são devidamente garantidos.   Com efeito, os diplomas legais citados não conferem efeito suspensivo ao recurso da decisão de afastamento coercivo do território nacional, retirando-lhe efeito útil. Além disso, o efeito devolutivo do recurso sujeita ainda os imigrantes à possibilidade de detenção temporária, sem validação judicial, para assegurar o cumprimento das decisões de afastamento coercivo, segundo critérios discriminatórios que violam o princípio da presunção da inocência.   Por outro lado, muito embora o imigrante detido tenha teoricamente direito a requerer apoio judiciário e a beneficiar de patrocínio oficioso de advogado, a verdade é que, na prática, essa situação é dificultada pela situação de privação de liberdade em que o mesmo se encontra. Nessa medida, o imigrante detido devia beneficiar de defensor oficioso em condições análogas à do arguido detido em processo penal, a fim de ser garantido o seu direito a uma tutela jurisdicional efetiva.   Por último, concluiu-se ainda que a possibilidade legal de ser recusada a entrada ou ser determinada a expulsão do território nacional de um cidadão estrangeiro que tenha a seu cargo um filho menor residente em Portugal, deveria ser declarada inconstitucional.   Finalmente, o ODH identificou ainda uma certa contradição na articulação das normas dos artigos 88º, nº 2 e 198º-A dos citados diplomas legais, já que o legislador parece dar com uma mão o que tira com a outra, prejudicando o direito ao trabalho dos imigrantes.   A versão integral do relatório pode ser consultada em www.observatoriodireitoshumanos.net