Mobilização Nacional de Luta contra o Racismo

15 de Setembro – 15h00
Braga, Lisboa e Porto


Os vários casos de racismo que têm sido discutidos na praça pública são só a ponta do icebergue daquilo que as nossas comunidades sofrem no seu dia-a-dia, sem que se faça justiça. Precisamos de sair à rua, juntos/as, para combater o racismo, manifestarmos o nosso repúdio e a nossa solidariedade para com as vítimas de discriminação racial. Por isso, chamamos todos/as à Mobilização Nacional de Luta Contra o Racismo, no dia 15 de Setembro, sábado, às 15 horas em Braga (Av. Central/Chafariz), Lisboa (Rossio) e Porto (Praça da República).
As agressões policiais a negros/as, ciganos/as e imigrantes acontecem nos bairros, nas ruas, nos transportes públicos e nas esquadras. Perante elas, o Estado português pouco ou nada faz. Moradores da Cova da Moura foram agredidos debaixo de insultos racistas pela PSP de Alfragide. A polícia encobriu os factos, acusando os moradores de tentativa de invasão de esquadra. No Porto, Nicol Quinayas foi agredida por um segurança da empresa 2045 enquanto era alvo de insultos racistas, quando tentava apanhar um autocarro da STCP. A PSP, chamada ao local, só agiu 3 dias depois perante a indignação pública. Em Beja, Igor, jovem cigano, foi baleado na face por um agente da PSP de Beja, quando se deslocou a uma quinta para pedir trabalho na apanha da azeitona. Todos sabem da infiltração da extrema-direita nas forças de segurança. Não nos esquecemos do Élson Sanches “Kuku”, do MC Snake, do Musso e de todos aqueles que morreram ou foram agredidos pelas autoridades policiais, sem que tenha sido feita justiça.
O racismo na política é gritante, seja pela ausência de representatividade política de negros/as, ciganos/as e imigrantes, seja por atos racistas de vários representantes políticos. São grandes as desigualdades no acesso à educação, saúde, habitação, justiça, cultura e ao emprego com direitos para negros/as, ciganos/as e imigrantes. Mas o silêncio dos sucessivos governos e das organizações políticas, na sua maioria, sobre o racismo e xenofobia é aterrador.
Apesar de tudo isto, ouvimos constantemente a frase “Portugal não é um país racista”. Sabemos bem que isto não é verdade, Portugal é um país racista, sim! E a violência é ainda maior quando ao racismo se adicionam outras discriminações como a de género, classe social, orientação sexual e identidade de género. Por tudo isso, juntem-se à Mobilização Nacional de Luta Contra o Racismo.
Só a nossa luta garante que se faça justiça!
Só a nossa luta garante o fim do racismo!

Mobilização Nacional de Luta Contra o Racismo
Dia 15 de Setembro, sábado, às 15h
Lisboa (Rossio) | Porto (Praça da República) | Braga (Av. Central/Chafariz)

 

Coletivos promotores:
Afrolis – Associação Cultural; GTO Lx – Grupo de Teatro do Oprimido; MUXIMA; FEMAFRO – Ass. de Mulheres Negras, Africanas e Afrodescendentes; DJASS – Ass. de Afrodescendentes; Observatório do Controlo e Repressão; Casa do Brasil; CAIPE – Coletivo de Ação Imigrante e Periférica; Consciência Negra; Socialismo Revolucionário; SOS Racismo; Plataforma Gueto; Nêga Filmes; Ass. Cultural Moinho da Juventude; Associação Muticultural do Carregado; Khapaz – Associação Cultural de Jovens Afodescententes; Solidariedade Imigrante – Associação para a defesa dos direitos dos imigrantes (SOLIM); Associação Passa Sabi; Associação dos Filhos e Amigos de Farim (AFAFC); APEB – Ass. de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros de Coimbra; Organização dos Estudantes da Guiné-Bissau de Coimbra; Letras Nómadas – Ass. de Investigação e Dinamização das Comunidades Ciganas; Em Luta; Teatro Griot; INMUNE – Instituto da Mulher Negra em Portugal; Associação Nasce e Renasce; Associação Krizo; A Gazua; Coletivo Chá das Pretas; Festival Feminista do Porto; A Coletiva; Núcleo Antifascista de Braga; UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta (Braga); STCC – Sindicato dos Trabalhadores de Call Center; AIM – Alternative Internacional Movement; Banda Exkurraçados; Hevgeniks; Kalina – Associação dos Imigrantes de Leste; Comunidade Bangladesh do Porto; União Romani Portuguesa; AMEC – Associação de Mediadores Ciganos; CIAP – Centro Incentivar a Partilha; Associação Mais Brasil; Coordenadora Antifascista Portugal; Associação Saber Compreender; GAP – Grupo Acção Palestina; GERA – Grupo Erva Rebelde Anarquista; Existimos e Resistimos; Rede Ex aequo; Porto Inclusive; Disgraça; Nu Sta Djunto; Outros Ângulos; Assembleia Feminista de Coimbra; UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta (Coimbra); Txiribit; Projeto Aparte; Instituto das Comunidades Educativas (ICE); Ass. Desenvolvimento do Minho Rural (ADMIR); Coletivo Tuía de Artifícios; Associação Cultural e Recreativa Estrela da Lusofonia; Sindicato dos Estudantes; Associação Actividade Motora Adaptada; ILGA – Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo.

Lançamento do Livro “Racismo e Discriminação – A lei da impunidade”

O SOS Racismo assinala os 20 anos da Lei Contra a Discriminação Racial com esta publicação que reúne um conjunto de contributos e reflexões sobre a Lei, da sua génese à sua (não) aplicação. Se em 1996 a Lei Contra a Discriminação Racial foi um marco histórico pela sua novidade no panorama jurídico nacional, abrindo uma porta de esperança para todos e todas preocupados com a discriminação racial premente na sociedade portuguesa, duas décadas depois o diagnóstico da situação é bem menos animador. E porque, mais do que uma trincheira, a memória é uma frente donde se projetam as lutas do passado e do presente por um futuro melhor. Vinte anos passados e face a um balanço francamente desanimador resultante do menor alcance desta inovação na nossa arquitetura jurídica e da esperança que finalmente acarretava o aparecimento da lei contra a discriminação racial para o combate efetivo ao racismo, temos a obrigação, para além de fazer o balanço deste processo, de voltar à proposta política que responda ao fracasso que caracterizou a estratégia política do Estado português na luta contra o racismo.

Programação da Festa da Diversidade @Ribeira das Naus – Caís do Sodré

Sábado, 18 de Junho de 2016

16h00 Leitura poesia/Ass.Cabo Verde
16h30 GAPURA – Paula Soares
17h30 Guto Pires
18h00 Galissá
18h30 Boss
19h00 Intervenção Marcha LGBTI
20h00 Pedro Branco
20h45 Undestood Project
21h30 Império Suburbano
22h00 Halloween
22h30 Costa Neto
23h00 Bonga
24h00 Tropicáustica
02h00 ENCERRAMENTO
Domingo, 19 de Junho de 2016
14h00 Tertúlia Direito de Voto – Convite aos Partidos
16h30 Tocá Rufar
17h00 Novas Vozes de Abril – Pedro Mendonça
18h00 Maria Viana
18h30 Rogério Charraz
19h00 Michel/Cadernos de Viagem
20h00 Tó Trips
20h30 Selma Uamusse
21h00 Flak
21h30 Tiago Gomes
22h00 Sampladélicos
23h00 Irmãos Makossa
24h00 ENCERRAMENTO

 

9ª Festa da Diversidade – 18 e 19 de Junho em Lisboa

programa festa da diversidadecartaz festa da diversidade2NEM MUROS, NEM FRONTEIRAS.

A Festa da Diversidade traz ao encontro, no espaço público da cidade, os vários saberes, sabores e sons do mundo, com dignidade, respeito e igualdade.

Portugal é um país multicultural e, isto é hoje em dia, um facto inegável. Mas Portugal continua a não ser um país intercultural, porque a afirmação da sua diversidade cultural continua ainda presa aos estereótipos da xenofobia e do racismo e há pouca ou quase nenhuma interacção entre as várias culturas.A Festa da Diversidade procura romper com esta realidade.

A Festa da Diversidade procura estimular saber os outros saberes do mundo, saborear os outros sabores do mundo, conhecer e sentir as outras sonoridades do mundo. Mais do que celebrar a diversidade, o que propomos com a Festa da Diversidade é contribuir para o diálogo intercultural que permita, para além de reconhecer e aceitar a diferença, vivência-la e pratica-la com respeito.

Mais que celebrar queremos viver a diversidade!

 

Conversa “Acordo EU – Turquia, leilão da morte”

Perante o acordo da união Europeia com a Turquia de repatriamento e confinamento de milhões de refugiados em campos de concentração, propiciando a propagação de epidemias e que, de forma directa alimenta as redes e organizações criminosas de tráfico de pessoas e e condena a miséria e morte de milhões, que resposta política?

Conversa com Mamadou Ba (SOS Racismo) e Cristinha Santinho (investigadora do CRIA)

Dia 24 de Abril, pelas 21h30m no espaço MOB, Rua dos Anjos, 12F, Lisboa

adere em: https://www.facebook.com/events/1762177047335439/