Jardim corta no emprego para estrangeiros

SOS Racismo repudia medida do Governo Regional da Madeira, acusando Alberto João Jardim de promover atitudes “xenófobas” e “racistas” contra cidadãos de países não comunitários.
A versão portuguesa da frase “British Jobs for British Works!” já chegou a Portugal, com sotaque madeirense, já que o Governo Regional limitou para 20 o número de trabalhadores extra-comunitários que as empresas do arquipélago podem contratar durante este ano, através do centro de emprego local.
“Nós já não estamos no pico de obras do ano 2000, em que foi preciso importar bastante mão-de-obra, agora trata-se de dar resposta à mão-de-obra madeirense”, disse o presidente do Governo Regional, durante um jantar de empresários ligados à construção civil. Um apelo que se estendeu a todos os sectores, e que mereceu fortes críticas não só da oposição regional, mas também da organização SOS Racismo, que classificou a atitude de Jardim de “xenófoba”, “racista” e “anti-constitucional.
“Não é surpresa que o Dr. Alberto João Jardim tenha atitudes xenófobas e racistas em relação a comunidades estrangeiras”, acusa a direcção da SOS Racismo, lembrando o ‘caso dos chineses’, em Julho de 2005. No entanto, lamenta que Jardim siga uma “corrente política enraizada” – lei da imigração – que foi “um fracasso” ao nível do programa nacional e ao nível dos programas regionais, disse Mamadu.
“Repudiamos a atitude do Dr. Alberto João Jardim que sempre foi xenófobo e populista, e condenamos a forma impune com que atropela todas as normas constitucionais, discriminando os trabalhadores em função da origem”, concluiu.

in Expresso (online)

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Notícia do Diário de Notícias: Fernando Sérgio Gomes Lopes não é um completo desconhecido para a justiça portuguesa. Apesar de ter surgido, há poucos dias, como assistente no processo Freeport, os juízes e procuradores do tribunais portugueses já o conhecem há muito. Aúltima do emigrante, antes do Freeport, foi uma greve de fome junto do Tribunal de Cantanhede. E, tal como confirmou o próprio ao DN, ainda hoje tem pendentes nos tribunais queixas e contra-queixas com magistrados. Cansado de tanta “injustiça” tem em curso um processo de renúncia à nacionalidade portuguesa. “Ainda não foi aceite, porque estou à espera de obter nacionalidade francesa”, contou.

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Notícias do Jornal de Notícias: Um estudo da Universidade do Minho sobre as relações sociais no bairro social da Atouguia, em Guimarães, concluiu pela existência, em geral e ao fim de 20 anos de convivência, de “indiferença ou mesmo racismo para com a comunidade cigana”.

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Notícia do Diário de Notícias: O século XXI iniciou-se em Portugal com o grande fluxo de imigrantes da Europa do Leste. A maior parte veio da Ucrânia. O país sofria as consequências da crise económica devido ao colapso do regime soviético. Não havia espaço para os trabalhadores, muito menos para quem tinha um curso superior. Emigraram para Portugal. Muitos assentaram arraiais, trouxeram as famílias, regularizaram a situação. Mas muitos outros decidiram regressar às origens. As condições de vida na Ucrânia melhoraram e o desemprego subiu em Portugal. Já não se justifica a vida de imigrante.

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Notícia do Diário de Notícias (Internacional): Os eleitores israelitas escolhem hoje os seus representantes ao Knesset, o Parlamento situado em Jerusalém Ocidental. Fazem-no num ambiente algo crispado: os ecos da última operação militar coabitam com o endurecimento do discurso político.

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Notícias do Diário de Notícias (Internacional): Agressores, de 16, 19 e 28 anos, tinham bebido e tomado drogas: “Regámo-lo com gasolina só para nos divertirmos. Queríamos saber quanto tempo aguentava. Não interessava se era negro ou romeno”, declarou um dos três jovens que no domingo incendiaram um imigrante indiano em Nettuno, perto de Roma. As palavras do rapaz, citadas pela imprensa italiana, estão a causar uma onda de choque em Itália, onde o Presidente Giorgio Napolitano lançou um alerta contra o crescente número de ataques aparentemente ligados ao “racismo e xenofobia”.