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Notícia do Primeiro de Janeiro: A campanha é profundamente ofensiva, escandalosa mesmo, não apenas para os 400 mil imigrantes que diariamente constroem connosco o País, mas também para a memória histórica dos portugueses”, disse Rui Marques, sublinhando que “ser português não é ser xenófobo”. O Partido Nacional Renovador deu ontem início a uma campanha contra os imigrantes em Portugal, afirmando que não se pode apoiar políticas que promovam a Imigração enquanto “houver portugueses a viver na miséria”. A campanha incluiu a colocação de um cartaz no Marquês de Pombal, em Lisboa, que apela à saída dos imigrantes.

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Notícia do Correio da Manhã e do Público: A Procuradoria-Geral da República (PGR) analisou ontem o polémico cartaz afixado no Marquês de Pombal, em Lisboa, pelo Partido Nacional Renovador(PNR), onde se lê: ‘basta de imigração. Nacionalismo é Solução. Façam Boa Viagem’ e concluiu que a “mensagem por si só não preenche os elementos típicos de ilícito criminal. Assim, o outdoor não pode ser removido. Em comunicado, a PGR explica que a mensagem ‘basta de imigração’ “não preenche o previsto no artigo 240.º do Código Penal, que prevê e pune o crime de ‘discriminação racial ou religiosa’”. A PGR vai porém continuar a acompanhar as acções e declarações dos responsáveis pelo cartaz no sentido de apurar se o mesmo poderá constituir um veículo para a criação de condições que conduzam à prática de actos contra imigrantes”. Acrescenta ainda que “serão tomadas medidas adequadas se vier a concluir-se que se está perante um incitamento ou encorajamento à discriminação punida por lei”.


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Notícia do Diário de Notícias: Um jovem casal de namorados russos inscrito em pós-graduações na Universidade de Aveiro (UA) morreu ao ser colhido por um comboio quarta-feira à noite, deixando para trás uma promissora carreira académica e científica que estava a iniciar em Portugal. Os serviços da Universidade de Aveiro (UA) aguardavam ontem ao final da tarde indicações para desencadear o processo de transladação dos corpos, que se encontram na morgue do Instituto Nacional de Medicina Legal de Aveiro à espera de libertação por parte de um representante do Ministério Público.

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Artigo de Opinião de Helena Sacadura Cabral no Diário de Notícias: Quem venha acompanhando as eleições presidenciais francesas não deixará, certamente, de registar algumas curiosidades que fazem pensar em Portugal. A última que despertou a minha atenção refere-se ao projecto de Sarkozy de criar um “Ministério da Imigração e da Identidade Nacio- nal”. Para além da ambiguidade da mistura, o problema maior reside em determinar, com clareza, em que consistirá esta última. De facto, numa época de globalização geral e de defesa da pertença ao Velho Continente, o que é que tal expressão poderá querer dizer, sobretudo quando aliada ao oposto que representa a imigração? A “identidade nacional” é, re- gra geral, uma fórmula que serve fins eleitoralistas, mas cujo conteúdo se torna muito difícil definir. Quando usada por alguém que pretende vir a ser o “Presidente de todos os franceses”, a aproximação entre os dois conceitos afigura-se ainda mais perigosa… dado não existir nenhuma definição do que seja “ser francês”.

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Notícia do Jornal de Notícias e Primeiro de Janeiro: Partiram, mas deixaram quase tudo para trás. O terreno e o palacete em ruínas da antiga fábrica da Quimigal, próximo do bairro de Quebrantões (Gaia), estão novamente devolutos depois de terem servido de abrigo a dezenas de romenos. Nos últimos três meses, encontravam-se mais de 50 pessoas acampadas, que se abrigavam em barracas construídas a partir de pedaços de madeira e de cobertores oferecidos no mato e no imóvel degradado. A maioria vivia da mendicidade. As visitas de técnicos da Câmara, em cooperação com o Governo Civil do Porto, de agentes da PSP e do Delegado de Saúde de Gaia, que alertou para o perigo iminente de ruína do palacete abandonado, fizeram com que as famílias deixassem a propriedade para satifação da vizinhança. Alguns populares de Quebrantões promoveram um abaixo-assinado e solicitaram, na semana passada, a intervenção do Município gaiense para pôr um ponto final no acampamento.

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Notícia do Jornal de Notícias: A formação do feminino dos nomes que designam profissões, sobretudo profissões tradicionalmente exercidas por homens, tem levantado várias questões à língua portuguesa. São bem conhecidos os casos de juiz e ministro, que facilmente aceitaram o feminino juíza e ministra, sem contestação. Mas quanto ao feminino de primeiro-ministro deverá aceitar-se primeira-ministra? Não poderá tal feminino significar que o governo é constituído apenas por ministras? Seria, pois, mais lógico que a forma primeiro-ministro fosse comum aos dois géneros, fazendo-se a distinção apenas através do artigo (o/a). Foi exactamente esta a solução adoptada no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (Editorial Verbo, 2001), cuja elaboração tive o prazer de coordenar. Foi também esta mesma solução que aí se adoptou para os nomes que designam postos militares, embora, infelizmente, tenham escapado alguns casos em que tal regra não foi aplicada. E porquê usar apenas o artigo (o/a) para distinguir tais nomes? Do ponto de vista formal, poderíamos perfeitamente dizer o soldado / a soldada, o cabo / a caba, o major / a majora, o general /a generala, etc. No entanto há formas que já se usam no feminino, mas com um sentido irónico, como, por exemplo, capitoa, generala e almiranta (esposas do capitão, do general e do almirante).

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Notícia do Público: Portugal e Espanha vão proceder a uma troca, a partir do próximo mês, de agentes policiais especializados na detecção de documentos de identificação falsificados. A decisão, que visa melhorar os níveis de combate às redes de imigração ilegal, foi tomada na noite de quarta-feira em Vilar Formoso, onde decorreu um seminário sobre a matéria. O acordo celebrado entre o director nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Jarmela Palos, e o comissário geral de Estrangeiros e Documentação de Espanha, prevê que, já a partir do início de Abril, uma dezena de agentes do SEF passe a operar no aeroporto de Barajas, em Madrid, ao mesmo tempo que outros tantos agentes congéneres espanhóis se estabelecerão no aeroporto da Portela.