Lançamento da agenda SOS Racismo 2016 em Lisboa

Dia 18 de Novembro, 4ª Feira, 22h no MOB (espaço associativo na Rua dos Anjos, 12 F, Metro Intendente)
com António Guterres, Nuno Bio e Piménio Teles

Após as violentas agressões a habitantes da Cova da Moura, ocorridas no início de Fevereiro e sabendo que estes fatos apenas mostravam a ponta do icebergue da violência de estado desenvolvida, ao longo destas dezenas de anos, contra a população trabalhadora e pobre mas, sobretudo sobre as comunidades ciganas e de origem africana, o SOS Racismo resolveu este ano dedicar o Tema da sua Agenda Anual à denúncia desta violência.
A agenda contém todos os casos, de que há registo, de violência policial desde 1990, quando surge o SOS Racismo, até aos nossos dias. bem como textos mais desenvolvidos de algumas das situações.

Destacamos, de entre os textos que acompanham este levantamento, o passado em Alfragide, o massacre de Shaperville em 1960 e que veio a ficar como o Dia Internacional contra a Discriminação Racial, a violência sobre a Com. Cigana, as mortes do Kuku ou do MC Snake, o assassinato do Tony (Bela Vista, Setúbal) e que veio a culminar com a condenação de um fundador do SOS Racismo por suposta difamação dos Juízes, ou histórias da sinistra Esquadra das Mêrces (Bairro Alto).
Na Agenda pode-se encontrar ainda referências aos “Meets”, bem como à violência no Brasil ou EUA.

Em baixo, segue o link do evento, bem como o video sobre este tema lançado em Abril, já premiado em vários festivais internacionais de publicidade

https://www.facebook.com/events/944348548972190/

Segunda edição da MICAR 2015

De 16 a 18 de Outubro de 2015, o SOS Racismo organiza a 2ª edição da MICAR – Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista, que decorrerá novamente no pequeno auditório do Teatro Municipal do Porto – Rivoli.

Durante os três dias da MICAR serão exibidas obras cinematográficas, completadas com debates e apresentações a cargo de dezenas de convidados, envolvendo sempre a temática do racismo, da imigração e da defesa dos direitos das minorias étnicas; as entradas para todos os filmes e debates serão gratuitas.

Também à semelhança da edição anterior, a MICAR 2015 passará ainda por escolas e faculdades do Porto, onde ativistas do SOS Racismo irão dinamizar dezenas de conversas e tertúlias sobre os temas em foco na Mostra.

A programação final será divulgada em Setembro de 2015, mas abrimos desde já este canal de comunicação, através do qual nos disponibilizamos para prestar os esclarecimentos necessários.

“O outro como duplicado é sempre, na sua não coincidência, a chave que nos fornece acesso à nossa própria leitura. Precisamos do olhar do outro para nos ajudar a definir. O outro como caminho para a possibilidade é, antes do mais, a definição da condição humana, diversa, incontrolável e questionante.

MICAR o outro é a Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista”

Para qualquer informação contactar através do e-mail micar.sosracismo@gmail.com ou telemóvel (Joana Santos – 925 772 049 / Nuno Silva – 919 878 643)

Logo MICAR

Festa da MICAR no ContraBando

A MICAR está de volta!

Em 2015 teremos a II Edição da MICAR – Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista, no Porto! Vai decorrer em Outubro (de 16 a 18), de novo no pequeno auditório do teatro municipal do Porto – Rivoli.

A Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista, promovida pelo Movimento SOS RACISMO, vem mais uma vez, nesta segunda edição, estimular a reflexão e o debate para que não vença a indiferença.

E neste sábado, dia 1 de agosto de 2015 faremos a Festa de apresentação da MICAR no Contrabando – espaço associativo, para que comece desde já a existir e a cumprir o seu objetivo – ser um espaço de partilha, de convívio e discussão num momento histórico marcado por retrocessos no longo caminho percorrido na conquista pelos Direitos Humanos de todos os povos.

Esperamos por vós para tornar mais interessante este fim de tarde!

SOS Racismo

cartaz com programa

“A Hungria já está a construir os primeiros metros do muro anti-imigrantes”

O Governo húngaro diz que é um ensaio, mas se correr bem, os 150 metros de parede já em construção serão o primeiro pedaço do muro, polémico, planeado para a sua fronteira com a Sérvia e destinado a travar a entrada de imigrantes ilegais que surgem do lado sérvio.

Os trabalhos começaram na segunda-feira, anunciou o Governo de Budapeste através de um comunicado comum dos ministérios do Interior e da Defesa. São eles os responsáveis pela obra, orçada em 21 milhões de euros e que já foi aprovada, no dia 6 de Julho, pelo Parlamento.

Na segunda-feira, um grupo de 43 soldados, munidos de maquinaria pesada, começou a abrir uma vala de 150 metros de comprimento nos arredores de Mórahalom (Sul da Hungria). Quando o Parlamento, dominado pelas forças da direita populista do primeiro-ministro, Victor Órban, aprovou o muro também deu ao Governo autorização para intervir na fronteira.

O muro de Órban terá 175 quilómetros de comprimento e quatro de altura, ao longo da fronteira com a Sérvia, um país que aspira a juntar-se à União Europeia e que já apresentou um protesto por este plano.

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que a ideia do primeiro-ministro húngaro não faz sentido, mas este está irredutível.

“Os países da União Europeia estão à procura de uma solução [para o problema da imigração] mas a Hungria não pode esperar. É o país que está a sofrer a maior pressão migratória”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Peter Szijjarto, na conferência de imprensa em que anunciou o encerramento da fronteira com a Sérvia.

O Governo de Budapeste esclareceu que a construção do muro não viola qualquer tratado internacional ou europeu e que o seu objectivo é, depois, manter as fronteiras com a Sérvia abertas. Órban quer travar o fluxo inesperado de gente que, para chegar à União Europeia, atravessa a Sérvia até à fronteira húngara. Se em 2012 apenas duas mil pessoas cruzaram ilegalmente a fronteira, no ano passado já foram 43 mil. E, este ano, o número já vai em 78 mil, sendo que 73 mil deles entraram pela Sérvia, a maior parte de forma ilegal e muitos pedindo asilo político à chegada; em 2014 o Governo de Budapeste concedeu asilo a 240 pessoas.

A grande maioria destes imigrantes não quer ficar na Hungria, pretende ali permanecer o tempo suficiente para organizar a sua ida para a Alemanha e Áustria. São oriundos de países em guerra, 75% deles são sírios e afegãos, segundo dados divulgados pela agência francesa AFP, mas há também iraquianos e cidadãos do instável Kosovo.

A Hungria tem sido criticada pela sua política de repatriamento de imigrantes ilegais. Num relatório recente da Aministia Internacional (AI) é dito que muitos dos que entram no país através da “rota dos Balcãs” são deportados de volta para Sérvia ou Montenegro, onde se inicia um círculo vicioso, pois as pessoas ficam
numa situação de “limbo legal”, passando a ser constantemente transferidas de centro de acolhimento em centro de acolhimento. Há quem tenha sido deportado “mais de dez vezes”, denuncia a AI.

Este não é o primeiro muro no território da Europa, que já esteve dividida em blocos que travaram uma Guerra Fria simbolizada pelo Muro de Berlim. Outro Estado-membro da União Europeia, a Bulgária, ergueu um muro ao longo de 30 dos 240 quilómetros da sua fronteira com a Turquia, para impedir a entrada de imigrantes, e esperava este ano prolongá-lo por mais 82 quilómetros.

Artigo da LUSA “Xenofobia à solta em Estremoz”

Estremoz, Évora, 10 jul (Lusa) – O movimento SOS Racismo criticou hoje a Câmara de Estremoz por impedir a entrada nas piscinas municipais à comunidade cigana de um bairro da cidade, mas o autarca refuta as acusações, alegando prejuízos causados por distúrbios.
José Falcão, do movimento SOS Racismo, disse hoje à agência Lusa que a denúncia da situação foi enviada para a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial para que “possa atuar em conformidade”.
Considerando a medida “completamente ilegal”, um comunicado do movimento acrescenta que “seguramente em Estremoz não serão apenas elementos da comunidade cigana a provocar distúrbios”.
“E, mesmo que assim fosse, é criminoso decidir que toda uma comunidade deve pagar por qualquer coisa que este ou aquele elemento possa ter feito”, refere o documento.
No comunicado, o SOS Racismo interroga-se sobre a “presença da autoridade” no local, que, ao ouvir uma funcionária da câmara dizer a uma pessoa do movimento que “não deixavam entrar nas piscinas moradores do bairro das Quintinhas de etnia cigana”, ouviu “esta afirmação grave e nada fez”.
O SOS Racismo, no documento, interroga também o presidente do município alentejano sobre os distúrbios, considerando que “se houve, que se averigue as responsabilidades e a justiça que atue em conformidade”.
Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Estremoz, Luís Mourinha, disse que, “enquanto não forem identificadas as pessoas que provocaram distúrbios e vandalismo e causaram prejuízos ao município nas piscinas, os moradores do bairro das Quintinhas não podem entrar”.
“Houve pessoas que entraram vestidas nas piscinas e outras fizeram as necessidades fisiológicas na água e não cumpriram com o regulamento. Por este motivo, fomos obrigados a esvaziar as piscinas para limpeza e desinfestação”, salientou.
“O município aguarda o relatório da PSP, com a identificação das pessoas, para pagarem os prejuízos provocados nas instalações”, adiantou o autarca.
Luís Mourinha alegou que a autarquia “não tomou esta medida por estar contra a comunidade cigana”.
“Há outras pessoas também ciganas, residentes noutras zonas da cidade, que cumprem o regulamento e estão a entrar nas piscinas”, disse.
O autarca considerou ainda que o “SOS Racismo deveria ter ouvido o presidente da câmara primeiro, para se informar da situação, antes de acusar o município”.
“Assim, o comunicado do SOS Racismo é também uma forma de racismo contra o presidente da câmara”, referiu.
TCA // MLM
Lusa/Fim

MICAR 2015

Gostávamos de conhecer projetos já realizados ou em curso sobre desporto e inclusão, que foquem sobretudo a questão da discriminação racial e xenofobia.
Se trabalhas ou conheces um projeto com boas práticas nesta área, escreve-nos para sosracismoporto@gmail.com

“Fronteira fechada” – Imigrantes bloqueados em Itália

Centenas de imigrantes, a maioria de países africanos, estão bloqueados entre a fronteira de Itália e França, impedidos de prosseguir viagem pelas
autoridades gaulesas.

Na localidade fronteiriça italiana Ventimiglia, centenas de imigrantes aguardam há semanas que os deixem transitar. No sábado, 13, cerca de 200 pessoas manifestaram-se para exigir a abertura da fronteira e o respeito pelos direitos humanos. Os protestos foram reprimidos pelas forças de segurança.
A França nega que tenha fechado as fronteiras no espaço europeu Schengen, explicando que apenas intensificou o controlo para travar a entrada de imigrantes indocumentados.
Segundo a agência EFE, muitos imigrantes garantem que nem sequer pretendem fixar-se em França, tendo como destino outros países do norte da Europa onde já residem familiares.

Os imigrantes detidos em território Francês, adultos e crianças, são simplesmente reconduzidos à fronteira italiana. A polícia francesa confisca-lhes os bilhetes de comboio e manda-os para trás, sem efetuar nenhuma diligência administrativa para apurar a origem ou registar um possível pedido de asilo. Esta atuação é confirmada por Martine Landry, representante da Amnistia Internacional em Nice.
Em declarações, dia 8, ao L´Humanité, qualificou de ilegais os procedimentos da polícia da polícia em relação à maioria dos imigrantes: não cumprem a Convenção de Genenbra nem a Convenção Internacional dos Direitos da Criança.

Desde que as fronteiras de tornaram um obstáculo intransponível, multidões de imigrantes vagueiam pelas estações ferroviárias das principais cidades transalpinas. Municípios italianos e organizações humanitárias têm levantado acampamentos para abrigar estas pessoas, como é o caso de Roma onde a autarquia e a Cruz Vermelha montaram uma tenda com capacidade para 150 indivíduos, considerados oficialmente “em trânsito”.

Fonte: Jorna “Avante” de 18-06-2015

Vistos Gold: SEF diz que número de pedidos e de concessões se mantém estável

Segundo a Agência Lusa, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) disse hoje que o número de pedidos e atribuições dos chamados ‘vistos gold’ se tem mantido estável face a 2014 e referiu que a maioria de solicitações chega àquela autoridade incompleta.
Em resposta à Lusa na sequência de a Associação Portuguesa de Resorts ter declarado que teria havido uma quebra na atribuição das Autorizações de Residência para Atividade de Investimento (ARI) depois de novembro e que haveria atrasos de meses no processo, o gabinete de imprensa do SEF constatou que o número médio de pedidos “se tem mantido estável, tal como o número de concessões”.
Se nos primeiros quatro meses de 2014 a média de atribuições de ‘vistos gold’ era de 93 por mês, em igual período deste ano foi de 89, segundo dados disponibilizados pelo SEF.
No total de 2014, com picos em meses como outubro, em que foram concedidas 211 autorizações, ou quebras como janeiro (56), a média mensal de atribuição foi de 127,2.
Sobre a eventual existência de demoras na gestão dos processos, o SEF respondeu que “a grande maioria dos pedidos de ARI são apresentados de forma incompleta, havendo ainda outros que são registados no portal do SEF, mas que carecem de continuação de forma imediata pelos interessados, o que muitas vezes não acontece”.
“Neste sentido, havendo pedidos de concessão de ARI, bem como de renovação, entregues sem todos os elementos necessários e/ou que necessitam de elementos adicionais, haverá sempre lugar a diligências para efeitos de complemento de informação, o que acarreta necessariamente um período distendido de instrução”, frisou aquela autoridade.
O diretor executivo da Associação Portuguesa de Resorts, Pedro Fontainhas, alertou hoje para uma quebra na atribuição dos chamados ‘vistos gold’ desde novembro, que levou a uma perda de investimento estrangeiro de 185 milhões de euros.
“Estamos muito preocupados com os atrasos que se verificam desde sensivelmente novembro. Pelos dados que temos vindo a constatar, até novembro estavam a ser emitidos à volta de 150 vistos por mês em média (…) e essa média nos cinco meses posteriores a novembro baixou para metade”, disse à Lusa o diretor executivo da associação, que conta entre os seus membros entidades como a Quinta do Lago.