Vistos Gold: SEF diz que número de pedidos e de concessões se mantém estável

Segundo a Agência Lusa, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) disse hoje que o número de pedidos e atribuições dos chamados ‘vistos gold’ se tem mantido estável face a 2014 e referiu que a maioria de solicitações chega àquela autoridade incompleta.
Em resposta à Lusa na sequência de a Associação Portuguesa de Resorts ter declarado que teria havido uma quebra na atribuição das Autorizações de Residência para Atividade de Investimento (ARI) depois de novembro e que haveria atrasos de meses no processo, o gabinete de imprensa do SEF constatou que o número médio de pedidos “se tem mantido estável, tal como o número de concessões”.
Se nos primeiros quatro meses de 2014 a média de atribuições de ‘vistos gold’ era de 93 por mês, em igual período deste ano foi de 89, segundo dados disponibilizados pelo SEF.
No total de 2014, com picos em meses como outubro, em que foram concedidas 211 autorizações, ou quebras como janeiro (56), a média mensal de atribuição foi de 127,2.
Sobre a eventual existência de demoras na gestão dos processos, o SEF respondeu que “a grande maioria dos pedidos de ARI são apresentados de forma incompleta, havendo ainda outros que são registados no portal do SEF, mas que carecem de continuação de forma imediata pelos interessados, o que muitas vezes não acontece”.
“Neste sentido, havendo pedidos de concessão de ARI, bem como de renovação, entregues sem todos os elementos necessários e/ou que necessitam de elementos adicionais, haverá sempre lugar a diligências para efeitos de complemento de informação, o que acarreta necessariamente um período distendido de instrução”, frisou aquela autoridade.
O diretor executivo da Associação Portuguesa de Resorts, Pedro Fontainhas, alertou hoje para uma quebra na atribuição dos chamados ‘vistos gold’ desde novembro, que levou a uma perda de investimento estrangeiro de 185 milhões de euros.
“Estamos muito preocupados com os atrasos que se verificam desde sensivelmente novembro. Pelos dados que temos vindo a constatar, até novembro estavam a ser emitidos à volta de 150 vistos por mês em média (…) e essa média nos cinco meses posteriores a novembro baixou para metade”, disse à Lusa o diretor executivo da associação, que conta entre os seus membros entidades como a Quinta do Lago.