“Horror à partida, intolerância à chegada” – título do jornal “O Público” sobre mais um naufrágio no Mediterrâneo

Esta é uma tragédia humanitária sem precedentes e sem fim à vista. Os orgãos de comunicação social continuam a chamar a estas pessoas “imigrantes ilegais” quando a maioria delas atravessa desesperadamente o mar em fuga a perseguições religiosas ou políticas,da guerra e da fome.
São por definição refugiados com estatuto de asilo.
A União Europeia continua a fechar os olhos perante esta evidência e a construção, pela Frontex, de muros nas fronteiras terrestres obriga a que a travessia tenha de ser feita por mar, aumentando o perigo destas migrações.
À falta de meios junta-se a clara e evidente falta de coordenação de políticas de imigração nos países da UE.

Mais notícias em:

http://www.pt.cision.com/cp2013/ClippingDetails.aspx?id=0ad33f23-456c-4f13-8c2d-a4150a5672b1&analises=1

http://www.pt.cision.com/cp2013/ClippingDetails.aspx?id=e3b1e609-0c00-41c8-97c0-263efcb2ce88&analises=1

http://www.pt.cision.com/cp2013/ClippingDetails.aspx?id=5b9c2a56-3540-4131-b496-4e595edc4858

http://www.pt.cision.com/cp2013/ClippingDetails.aspx?id=b532775b-eab7-4770-9b72-5ecac0e64e7a

Petição “Iniciativa parlamentar sobre a violência do Estado e o racismo”

As agressões a cidadãos da Cova da Moura na esquadra de Alfragide, no passado dia 5 de Fevereiro, evidenciam o clima de terror praticado pelas forças de segurança pública, nomeadamente, pelo Corpo de Intervenção Rápida (C.I.R), pela Polícia de Segurança Pública (P.S.P.) e outras forças policiais nos bairros periféricos da área metropolitana de Lisboa.

Vimos requerer:

1- A abertura de um inquérito parlamentar com vista a apurar as responsabilidades sobre os factos ocorridos no dia 5 de fevereiro na Esquadra de Alfragide;

2- o fim imediato das operações policiais do C.I.R. (Corpo de Intervenção Rápida) nos bairros;

3- A alteração legislativa conducente à criminalização do racismo, tornando-o crime público com as penas tipificadas no Código Penal;

4- A demissão do comandante da esquadra de Alfragide e dos agentes envolvidos, bem como a sua responsabilização criminal pelos atos de tortura ocorridos na esquadra de Alfragide que violam ostensivamente os direitos,liberdades e garantias dos/as cidadãos/ãs.

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT76548

A violência policial nos EUA em vídeo

Depois de Ferguson as notícias sobre a violência e abusos da polícia (dos seus membros “brancos”) sobre os “negros” continuam.

O “The New York Times” (4/7/15) divulgou um vídeo de um negro South Carolina homem Walter Scott de ser baleado, casualmente e sem piedade aparente, oito vezes nas costas pelo policial branco Michael T. Slager. O estado da Carolina do Sul seguiu o exemplo, acusando Slager de homicídio. Na verdade, o vídeo é desprovido de qualquer ambiguidade:

http://www.nytimes.com/video/us/100000003615939/video-shows-fatal-police-shooting.html

Martin Luther King morreu há 47 anos

No dia 4 de abril de 1968, Martin Luther King, reverendo afro-americano, pacifista e ativista da luta pelos direitios humanos, foi assassinado por James Earl Ray, em Memphis, (Tennessee-EUA). Por António José André.

mlk_0

A sua luta pelos direitos civis e a sua participação em manifestações pacíficas despertou a consciência do país para uma participação na instauração de uma sociedade mais justa. A sua ação valeu-lhe o Prémio Nobel da Paz, em 1964.
Nos últimos anos de vida, Luther King esteve sob escuta telefónica, por parte do FBI, e também foi controlado pelos serviços secretos militares por participar em manifestações contra a Guerra do Vietname, em 1967. Além disso, ao defender reformas económicas radicais, em 1968, inclusivamente um subsídio anual mínimo para todos, Luther King criou inimigos em Washington.
No dia 4 de abril de 1968, Luther King estava em Memphis para apoiar a greve dos trabalhadores dos serviços sanitários e ia jantar, quando uma bala o atingiu no queixo e furou a espinal medulal. Foi declarado morto ao chegar ao hospital local. Tinha 39 anos.

Nos meses anteriores, Luther King estava cada vez mais preocupado com a desigualdade económica nos EUA e organizou a Campanha do Povo Pobre. Em março de 1968, foi a Memphis apoiar a greve dos trabalhadores dos serviços sanitários, maioritariamente afro-americanos.
No dia 28 de março, uma marcha de protesto dos trabalhadores, liderada por Luther King, terminou em violência, com a morte de um adolescente afro-americano. King deixou a cidade, mas prometeu voltar em princípios de abril para encabeçar outra manifestação.
No dia 3 de abril, regressou a Memphis. pronunciando o que seria o seu derradeiro sermão: “Tivemos algumas dificuldades, há dias atrás. Porém nada importa para mim agora, porque estive no alto da montanha… E Ele permitiu que eu subisse a montanha. Olhei ao redor e avistei a Terra Prometida. Não irei até lá convosco, mas quero que esta noite saibam que nós, como povo. Chegaremos à terra prometida.”
No dia seguinte, King foi assassinado por um franco-atirador. Assim que a notícia se espalhou, a população saiu às ruas em várias cidades do país. A Guarda Nacional foi deslocada para Memphis e Washington.

No dia 9 de abril, King foi enterrado na sua cidade natal: Atlanta (Geórgia-EUA). Dezenas de milhares de pessoas alinharam-se nas ruas para ver passar o caixão colocado sobre uma simples carroça rural, para prestar-lhe o último tributo.

Na noite do homicídio, uma espingarda de caça foi encontrada numa pensão a um quarteirão do Lorraine Motel. Nos meses seguintes de investigação, a arma e os relatos de testemunhas oculares apontavam para um único suspeito: James Earl Ray.

Criminoso comum, Ray tinha fugido duma prisão no Missouri, em abril de 1967, onde cumpria uma sentença por assalto. Em maio de 1968, começou uma intensa caça a Ray. Finalmente, o FBI constatou que ele tinha obtido um passaporte falso.

No dia 8 de junho, a Scotland Yard prendeu Ray no aeroporto de Londres. Tentava voar para a Bélgica com o objetivo de chegar à Rodésia. Na altura, a Rodésia tinha um governo de minoria branca, opressor e internacionalmente condenado.

Extraditado para os EUA, declarou-se culpado perante um juiz de Memphis, em março de 1969, para evitar a cadeira elétrica. Foi sentenciado a 99 anos de prisão. Três dias depois, tentou retirar a sua declaração de culpa, afirmando-se inocente.

Alegou ter caído numa conspiração, afirmando que, em 1967, um sujeito misterioso chamado “Raoul” o recrutou para trabalhar numa empresa de tráfico de armas. No dia do assassinato, deu conta que seria o bode expiatório da morte de King, resolvendo fugir.

Ao longo dos anos, o crime foi diversas vezes reexaminado, mas chegou-se sempre à mesma conclusão: James Earl Ray matou Martin Luther King. Um comité nomeado pelo Congresso reconheceu que podia ter havido uma conspiração, mas não havia provas para sustentar essa tese. Ray tinha uma razão para assassinar King: o seu ódio racial.

Para ver o artigo:

Martin Luther King morreu há 47 anos