Relatório da Amnistia Internacional aponta o dedo à Europa nas questões da Imigração

Saiu esta semana, um relatório da Amnistia Internacional intitulado “The human cost of Fortress Europe: Human rights violations against migrants and refugees at Europeans borders” que revela dados importantes, alguns já amplamente abordados por inúmeras organizações de Direitos Humanos e Anti-racistas. Nele são denunciadas a externalização das fronteiras e os seus custos, a sua real ineficácia, a falta de coordenação e solidariedade entre os diferentes países da UE para estas questões e um dado que nos parece relevante para a discussão séria que é preciso ter acerca deste flagelo: a maioria dos Imigrantes que tentam a todo o custo entrar na Europa não o faz à procura de trabalho, mas sim a fugir de conflitos e a proteger as suas próprias vidas.

A concessão do asilo a estes cidadãos tem um impacto económico e social marginal na maioria dos países Europeus embora, perante esta evidência, no seio dos partidos de extrema-direita e na sociedade civil se continue a discutir que é preciso controlar a imigração porque não haver trabalho para todos num ambiente de crise económico-financeira.

Mas não é só a falta de políticas sérias para a Imigração no espaço Europeu, mas também o desinteresse em reconhecer e discutir as constantes violações dos direitos humanos a que estes cidadãos estão sujeitos.

Por último, importa sublinhar que este quadro de violação de direitos humanos é criado e potenciado por uma União Europeia, que há bem pouco tempo foi galardoada com um nobel da paz.

Disponibilizamos aqui o Relatório integral.