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Notícia do Público e Diário de Notícias: Partiram quase todos na mesma semana – ontem oito, na véspera dois, na antevéspera seis. Cinco embarcam hoje em Lisboa num voo comercial regular com destino a Casablanca. Dos 23 marroquinos que em Dezembro desembarcaram na ilha da Culatra, no Algarve, restam apenas duas raparigas no território nacional. Só Rajá permanece no Espaço de Acolhimento de Estrangeiros e Apátridas/ Unidade de Santo António, no Porto, onde até há pouco estavam os 21 já deportados. Falava-se muito nela na vigília anteontem à noite promovida por uma dezena de organizações não governamentais à porta. Tornou-se numa espécie de símbolo da “desumanidade” que ali se pretendia denunciar. Conta 16 anos, está grávida “de poucos meses”, ali, sozinha. O seu companheiro foi dos primeiros a partir. A outra rapariga continua à guarda da Segurança Social – à espera de uma decisão do Tribunal de Menores. O seu processo, como o de Rajá, está a ser tratado “com a Embaixada de Marrocos”, adianta uma porta-voz do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

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Notícia do Público, Jornal de Notícias, Diário de Notícias: Uma única faixa branca, pintada a negro, anuncia: “Ninguém é ilegal.” Atrás dela, ao lado dela, vultos que protestam em silêncio contra a expulsão dos 23 marroquinos que em Dezembro deram à costa da ilha de Culatra, no Algarve. Seis embarcaram anteontem e dois ontem em voos comerciais regulares com destino a Casablanca. Só um terá já chegado a casa, em Kebetfa. Somariam umas três dezenas os activistas que ontem, pelas 19h00, se concentraram à porta do Espaço de Acolhimento de Estrangeiros e Apátridas/ Unidade de Santo António, no Porto.